CÂMARA VOTA NESTA QUARTA (11) PROJETO QUE ENDURECE A LEI SECA.
Medida amplia número de provas para atestar embriaguez e define tolerância zero ao álcool.
Entre as principais alterações
propostas estão a possibilidade de uso de testemunhos, exame clínico,
imagens e vídeos como provas para confirmar a embriaguez de motoristas.
Outra mudança prevista é que o valor da multa pode dobrar, passando de
R$ 957,70 para R$ 1.915,40.
A
votação do texto, apresentado pelo deputado federal Hugo Leal (PSC-RJ),
é uma reação dos parlamentares à decisão do STJ (Superior Tribunal de
Justiça), que no último dia 28 considerou como provas de embriaguez
apenas os resultados obtidos com bafômetro e exame de sangue.
O relator do projeto, deputado
Edinho Araújo (PMDB-SP), vai apresentar um substitutivo mantendo
somente a ampliação das provas, que é consensual — outras questões
tratadas pelo projeto, como aumento de pena e mudança nos índices de
álcool no sangue, serão deixadas para um segundo momento. Além disso,
será incluído no texto o enquadramento, na Lei Seca, do motorista que
dirige sob efeito de outras substâncias psicoativas, legais ou ilegais.
De acordo com o autor da
proposta, deputado Hugo Leal (PSC-RJ), as mudanças foram acordadas em
reunião de líderes partidários na semana passada. O anúncio da inclusão
do projeto na pauta do Plenário foi feito pelo presidente da Câmara,
Marco Maia (PT-RS), após reunião com os ministros Aguinaldo Ribeiro
(Cidades) e José Eduardo Cardozo (Justiça).Para Cardozo, as mudanças na
Lei Seca vão viabilizar a punição de quem dirige sob efeito de
álcool.
O
ministro ressaltou que o formato atual da lei torna impossível a
punição, já que o motorista pode se negar a fazer o teste do bafômetro e
o exame de sangue, mesmo que haja sinais evidentes de embriaguez. A
lei considera crime dirigir sob concentração de álcool superior a 0,6
grama por litro de sangue.
Fonte: R7

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