QUATRO DOS CINCO JOVENS MORTOS EM ACIDENTE NA BAHIA MORRERAM AFOGADOS, DIZ LAUDO.

O laudo que investiga o acidente que
vitimou cinco universitários do Espírito Santo na Bahia deverá ser
concluído em até 30 dias, mas o Departamento de Polícia Técnica (DPT)
de Teixeira de Freitas afirma que quatro dos cinco jovens morreram
afogados no Rio Mucuri, local onde foi encontrado o carro, já
constatado pela necropsia. De acordo com o DPT, a quinta vítima teria
sido arremessada para a área externa antes de o veículo cair no rio,
depois de ter tido o cinto de segurança rompido.
A perícia ainda está na fase
inicial e, por isso, não pode afirmar se houve falha do equipamento.
Assim como o cinto, o motor e a bateria também foram desprendidos. A
constatação de que os jovens morreram afogados se deve ao fato de que o
carro foi encontrado virado para baixo dentro do rio.
A Fiat, fabricante do Punto, carro em que os jovens viajavam, foi procurada pelo G1 e
apura a situação. De acordo com perito Pablo Bonjardim, um dos quatro
agentes que participam das investigações do caso e que presta as
informações sobre o laudo, todos usavam cinto de segurança na ocasião do
acidente.
Até o momento, no entanto, o
perito ressalva que não há como comprovar definitivamente todas as
informações. "Não há nada comprovado ainda porque a perícia tem prazo
de 30 dias para estudar o caso e chegar a cálculos os mais precisos
possíveis.
No
entanto, pelos cálculos que já realizamos e pelas informações trocadas
com todos os órgãos envolvidos no acidente, entre eles polícias,
bombeiros e perícia, nós, a princípio, descartamos a possibilidade de
crime, trabalhamos com a hipótese de acidente e agora vamos procurar
indícios de possíveis falhas de equipamentos, problemas na pista ou
falha humana', afirma o perito.
Morreram
na batida André Galão, 28 anos, e Marlonn Amaral, 21 anos, Izadora
Ribeiro, 21 anos, Rosaflor Oliveira, 24 anos, e Amanda Oliveira, 24
anos. Eles saíram de São Mateus, Norte do Espírito Santo, na
sexta-feira (20), e seguiam para Prado, na Bahia, para o aniversário da
mãe de Izadora, e não deram mais notícias.
O acidente, como tem sido
investigado, ocorreu no km 947,3 da BR-101, trecho próximo à cidade de
Mucuri, extremo sul da Bahia. De acordo com o inspetor-chefe da Polícia
Rodoviária Federal (PRF) da cidade de Texeira de Freitas, Liomário dos
Santos Filho, a presença de defensa (conhecida como "guardrail") na
curva poderia ter ajudado a evitar a morte dos cinco jovens
universitários.
"A defensa dá segurança maior
para evitar que veículos caiam em despenhadeiros, que seja projetado
para fora da pista. Se tivesse, é possível que eles tivessem capotado
na pista e alguém teria visto. O veículo poderia ter ficado na pista,
alguém avisaria. Não vi o laudo pericial, mas acredita-se que as mortes
tenham sido por afogamento", diz.
O inspetor acrescenta que,
apesar da falha na rodovia, cuja responsabilidade é do Departamento
Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), a principal causa
apontada para o acidente é a possível alta velocidade mantida no
veículo. "Para nós, o fato que contribui é a velocidade. Pela
circunstância, danos ao veículo, acredito que estavam a mais de 100
km/h", avalia.
Ainda segundo o inspetor, apesar
da região da rodovia ser marcada por desníveis na pista, a
característica não é predominante no trecho exato do acidente. O DNIT
informou ao G1 que está avaliando, durante esta quinta, se no
local do acidente deveria existir a defensa e, caso confirmada a falta,
os motivos do problema.

Fonte, Camocim24horas, fotos Cabuloso



Nenhum comentário
Comente Esta Noticia