Rádios Comunitárias nas mãos dos políticos
Reporter: Williamis Tavares
No Estado do Ceará
há pouco mais de 160 emissoras comunitárias registradas de acordo
com o Ministério das Comunicações. Mas o problema que impera
é as rádios comunitárias nas mãos dos políticos e, não sendo
gerenciada pelas associações comunitárias, fato que a lei federal
9.612/98, que regulamenta as rádios comunitárias,
condena.
Esta mesma lei federal diz que as
emissoras comunitárias não podem ter vínculos com políticos ou
entidades privadas, pois isso compromete a administração da rádio
comunitária, uma vez que ela não tem dono, e sim, representante
legal, que é o presidente da associação comunitária de cada cidade
ou bairro.
No Ceará, praticamente
todos os veículos de comunicação desse porte, estão intimamente
ligadas a políticos ou lideranças políticas, como senadores,
deputados federais e estaduais, prefeitos, vereadores, assessores
parlamentares e empresários, ou seja, a partir do momento que
acontece a interferência política nesse sentido, a comunidade fica
sem voz, sem direito de manifestar suas inquietações
sociais.
Toda esse prática
é execrada pela lei 9.612/98, quando diz que qualquer forma de
"proselitismo" ou partidarismo devem ser evitados, pois contribui
para conivência com respeito aos parlamentares que dão ajuda
financeira às rádios, ou seja, eles não aceitam que os meios de
comunicação veiculem informações que coloquem em risco suas
pretensões políticas.
Os mais afetados
por estas práticas corrompedoras são as comunidades que precisam de
uma prestação de serviços que esteja de acordo com os
acontecimentos do cotidiano e isto não pode ser feito por meio do
silêncio, mas através do direito à uma comunicação imparcial, que é
uma das obrigações constitucionais das rádios comunitárias para com
as pessoas de sua comunidade, bairro ou
cidade.
Fonte, Conexão Jornalistica
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