Adeptos do presidente Jair Bolsonaro realizaram uma carreata
em bairros de Fortaleza neste domingo (3), ignorando o decreto nº
33.519/2020, do Governo do Ceará, que proíbe a aglomeração de pessoas e o
funcionamento de comércio durante o período de isolamento social, para
diminuir a velocidade de proliferação do novo coronavírus
no Estado, um dos mais afetados pelo problema no País. Com buzinaços,
os eleitores trafegaram próximo a pelo menos dois hospitais da Capital,
um deles com leitos destinados exclusivamente para tratamento de pessoas
com a Covid-19.
A carreata percorreu bairros como Aldeota, Dionísio Torres e Cocó, em
área nobre da Capital. Alguns motoristas e passageiros foram vistos com
bandeiras do País ou vestidos com a camisa do Brasil.
O Diário do Nordeste questionou a Secretaria da Segurança
Pública e Defesa Social (SSPDS) sobre quais medidas poderão ser tomadas,
mas até a última atualização desta reportagem não obteve retorno.
Isolamento social
O decreto foi anunciado no dia 19 de março pelo governador Camilo Santana,
e desde então vem sendo prorrogado, diante do aumento de casos do novo
coronavírus no Estado. A determinção é para suspensão de atividades do
comércio não essenciais e isolamento social.
Nesta sexta-feira (1º), Camilo Santana e o prefeito de Fortaleza,
Roberto Cláudio, realizaram coletiva de imprensa juntos para reforçar o
apelo à popualação para permanecer em casa durante esse período. De
acordo com eles, a velocidade de propagação do vírus no Estado e,
principalmente, em Fortaleza, é maior do que a capacidade do poder
público de implementar mais leitos de Unidade de Tratamento Intensivo
(UTI) para os pacientes. Portanto, segundo os gestores, se não houver o
cumprimento correto do isolamento social, a rede pública de saúde não
vai suportar a demanda de casos da doença.
Camilo também afirmou que vai prorrogar mais uma vez o decreto de isolamento social e que avalia medidas ainda mais duras, principalmente, em Fortaleza. O atual decreto vale até 5 de maio.
A atualização anterior, às 17h17 deste sábado (2), registrava 638
mortes e 8.309 casos confirmados em 149 cidades. Na comparação entre
dados divulgados pela Sesa no fim da tarde deste sábado e a manhã deste
domingo, há, portanto, 27 novos diagnósticos da doença, além de 3 novas
mortes.
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